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Oficina Atrás das Sombras!

A oficina Atrás das Sombras – Teatro de Sombras foi um sucesso!

A oficina foi ministrada por Fabiana Lazzari, na SCAR em Jaraguá do Sul, produzida por Ana Paula Moretti Pavanello Machado e financiada pela Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul através do Fundo Municipal de Cultura.

 

 

Mesas confirmadas na 4ª Semana de Cinema da UFSC

4ª Semana de Cinema UFSC tem o prazer de anunciar as seguintes Mesas de Discussão e seus respectivos convidados:

08/ NOV (Tarde): Preparação de Atores com Laudemir Pereira dos SantosRoberto Edgar Gervitz e        Christian Duurvort.

Mesa redonda “O Ator e o Cinema”
Horário: 14 as 18 hrs
Participantes: Christian Duurvoort, Lau Santos e Roberto Gervitz
Mediadora: Fátima Lima

09/NOV (Tarde): O Limiar da Ficção com Simplício NetoRuy Gardnier.

10/NOV (Tarde): O Filme-ensaio e a Obra de Godard com Ismail Xavier.

11/NOV (Tarde): Transmídia com Mauricius M. Farina, Roberto TietzmannPedro Tourinho.

Todas as mesas ocorrerão no Auditório Henrique Fontes no Bloco B do CCE-UFSC.

 

4ª Semana do Cinema na UFSC

INSCRIÇÕES ABERTAS: MINI-CURSOS

Maquinária
Ministrada por Christopher Guimarães.
Local: Cinesupport.
Data 09/NOV – Terça-feira
Horário: 8 à 12h.
Número de vagas: 8
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Direção de Atores

Ministrada por Elianne Carpes.
Local: CCE.
Data: 10/NOV – Quarta-feira
Horário: 8 à 12h.
Número de vagas: 20
O treinamento do ator:
– técnicas de relaxamento
– consciência vocal/corporal
– improvisação/jogos cênicos
Ator intérprete x ator criador:
– consciência da palavra + espaço +tempo + interação
Relação diretor-ator:
– texto e ação
– contexto e imagem
– resiliência e resistência
Elianne Carpes: Atriz, preparadora de atores e educadora. Graduada em Letras pela UFSC onde também cumpriu créditos no mestrado em Semiótica e frequentou o Curso Livre de Formação de Atores do Departamento Artístico e Cultura. Na área de teatro atua desde 1988, tendo se dedicado também ao canto-coral, dança e audiovisual. Atua, dirige espetáculos e é um dos nomes mais recorrentes em Florianópolis e região para preparação de atores para filmes.
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História em Quadrinhos e Cinema
Ministrada por Alexandre Linck.
Local: CCE.
Data: 10/NOV – Quarta-feira
Horário 8 à 12h.
Número de vagas: 30
“O evangelho de um Superman: dos quadrinhos ao cinema, da ficção à política, da salvação à danação”
Em 1938 o surgimento da personagem em quadrinhos Superman abriu portas para toda uma icônica humanidade de super-heróis, atingindo seu ápice com o filme de mesmo nome em 1978, de Richard Donner. Ao mesmo tempo, os paradigmas culturais e políticos que produziram em crescente uma salvação por meio de um evangelho segundo Superman, viram nos anos 1980 e 1990 sua decadência e danação. Pensar da gênese ao apocalipse de um super-herói (tensão mitológica entre herói moderno e suposta superação), sua correspondência enquanto político salvador, pastor de homens (atualização messiânica de Cristo) e uma outra ética, postura (tanto das ficções quanto das políticas), são alguns dos voos a serem alçados.
Alexandre Linck Vargas é bacharel em Comunicação Social – Cinema e Vídeo pela Universidade do Sul de Santa Catarina em 2004. Em 2005 ingressou no Mestrado em Ciências da Linguagem – também na Unisul – concluindo em 2007, com a dissertação “A morte do homem no morcego”, onde cruzou Nietzsche e seus potencializadores com os quadrinhos e cinema do Batman. No momento cursa o Doutorado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente é professor do curso de Jornalismo da SATC, Criciúma. Destaque também para o trabalho de roteirista e diretor de cinema nos curtas-metragens OCULTO (2003), RELIGARE (2005) e DEUSES DE MENTIRA (2009). Dentre os calvários que imbuiu a si mesmo, Alexandre busca aproximar mais os quadrinhos para a academia, num movimento semelhante ao cinema décadas antes, quando não passava, para olhares um tanto atrofiados, de uma “arte menor”.
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MANDE EMAIL COM O NOME DO MINI-CUROS NO ASSUNTO (ex: “preparação de atores”) E NO CORPO DO E-MAIL O NOME COMPLETO, TELEFONE DE CONTATO E NÚMERO DE MATRÍCULA (SE POSSUIR) PARAsemanadecinema2010@gmail.com
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Obs. O mini-curso de Trilha Sonora é uma parceria da Semana de Cinema com o Núcleo de Produção Digital (NPD), portanto as vagas já foram preenchidas.http://www.npdsc.ufsc.br/
Trilha Sonora
Ministrada por Eduardo Camenietzki.
Local: DAC.
Data: 08, 09 e 10/NOV – De Segunda à Quinta-feira
Horário 8 à 12h.
Primeiro dia – conceituação teórica dos elementos plásticos na linguagem musical e sonora de maneira geral.
Segundo dia –  A evolução das técnicas e as ferramentas para o uso da música e do som em geral nos produtos audiovisuais, em especial o cinema e o vídeo.
Terceiro dia – A evolução da linguagem e da tecnologia para o sincronismo audiovisual, considerando os novos softwares e as novas tendências nas praticas da imagem sonora
Eduardo Camenietzki: É violinista e compositor. Estudou violão clássico com Luiz Antonio Perez e cursou a Escola de Música da UFRJ. Fez cursos de música para cinema com Normand Rogeé, no Canadá, e Peer Raben, na Alemanha. Iniciou sua carreira profissional atuando em duo com o também compositor e violonista Wagner Campos, com quem lançou seu primeiro disco, “Eduardo e Wagner”, em 1983. Participou de outros duos e trios. Atuou como instrumentista contratado da Rede Globo, em 1985 e 1986, tendo participado das trilhas sonoras das minisséries. trabalhou ainda na TV Cultura/SP, no teatro e em documentários históricos. Vem atuando na composição de música de câmera, tendo sido premiado pela Editora Cultura Musical, em São Paulo, com a peça “Improviso e Pós-Lúdio”.

 

 

Assistam O Lançamento da Revista Anjos do Picadeiro!

Parabéns a toda a equipe e a todos os participantes do anjos do Picadeiro 8.

 

Amigos,

Nesta sexta-feira lançaremos a mais nova edição da Revista Anjos do Picadeiro! Será lá no Jokey (RJ), na temporada do In Conserto do Teatro de Anônimo, às 20:30.

A Revista Anjos do Picadeiro 2009/2010 reúne textos apresentados por pesquisadores de todo o Brasil no I Seminário de Comicidade Anjos do Picadeiro, realizado na última edição do encontro, em Florianópolis. É surpreendente o número de teses e dissertações sobre o tema da comicidade e a excelência das pesquisas apresentadas. Como os trabalhos acadêmicos têm circulação restrita – a não ser que venham a ser publicados, o que pode levar um longo período de tempo – a Revista Anjos do Picadeiro acaba exercendo o papel de uma importante fonte de divulgação desses estudos.

Nesta edição, além dos interessantes artigos “Uma comicidade latino-americana?”, de André Carreira, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e “Repetir, repetir, até ser diferente”, da pesquisadora, escritora e descendente de circenses Erminia Silva, entre outros, destacamos o relato de duas experiências de trabalho de palhaçaria realizadas, uma, em praças pelo interior mais ermo do país, outra, em escolas públicas de Santa Catarina. Ambas revelam a coragem e a criatividade de duas jovens palhaças que se jogaram sem medo na difícil tarefa da experimentação.

A Revista será lançada no dia 30 de julho, às 20h30, na temporada do espetáculo In ConSerto, do Teatro de Anônimo, no Teatro do Jockey – Gávea, e pode ser adquirida também pelo site do Teatro de Anônimo, idealizador e realizados do Anjos do Picadeiro:www.teatrodeanonimo.com.br

Serviço:

Revista Anjos do Picadeiro 2009/2010

Páginas: 100

Valor: R$ 20,00

Edição do Teatro de Anônimo

Lançamento:

Dia 30 de julho, 20h30

Teatro do Jockey – Mario Ribeiro, 410 – Gávea. (Fone: 2540-9853).

Lista de textos e autores publicados nesta edição

Artigos

Uma comicidade latino-americana? | André Carreira

Repetir, repetir, até ser diferente | Erminia Silva

Ensaio sobre o vigor do palhaço | Juliana Leal Dorneles

No me toque las narizes: Socorro! Não às pedagogias opressoras com nariz vermelho! | Lau Santos e Fabiana Lazzari

O palhaço arruaceiro no Brasil | Diego Baffi

O drama do circo-teatro em Sorocaba: o encontro de memes ou o meme do encontro? | Guilherme Martellini Altmayer

O processo criativo do ator para espetáculos de stand up comedy com personagem no Teatro de quinta | Malcon Bauer

Duas experiências no coração do palhaço

Juju e Rorô ‒ improvisação em cena: questões sobre a relação entre palhaço e público | Caroline Holanda

Uma palhaça entre mundos miúdos | Genifer Gerhardt Dimpério

 

O lançamento da Revista Anjos do Picadeiro 2009/2010 vem aí!

Viva! é dia 30 de Julho! Temos um artigo na Revista!

O Anjos do Picadeiro – Encontro Internacional de Palhaços existe desde 1996 e, desde sua primeira edição, combinou apresentação de espetáculos prontos, números já consagrados e outros em construção com mesas de discussões e rodas de conversas, com o intuito de colocar em debate os problemas estéticos, éticos e políticos presentes no campo da comicidade.

Essas discussões têm acolhida também na Revista Anjos do Picadeiro – agora em sua quinta edição – de periodicidade anual, que publica artigos, mesas-redondas e entrevistas com palhaços do mundo inteiro, participantes do encontro.

A Revista Anjos do Picadeiro 2009/2010 reúne textos apresentados por pesquisadores de todo o Brasil no I Seminário de Comicidade Anjos do Picadeiro, realizado na última edição do encontro, em Florianópolis. É surpreendente o número de teses e dissertações sobre o tema da comicidade e a excelência das pesquisas apresentadas. Como os trabalhos acadêmicos têm circulação restrita – a não ser que venham a ser publicados, o que pode levar um longo período de tempo – a Revista Anjos do Picadeiro acaba exercendo o papel de uma importante fonte de divulgação desses estudos.

Nesta edição, além dos interessantes artigos “Uma comicidade latino-americana?”, de André Carreira, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e “Repetir, repetir, até ser diferente”, da pesquisadora, escritora e descendente de circenses Erminia Silva, entre outros, destacamos o relato de duas experiências de trabalho de palhaçaria realizadas, uma, em praças pelo interior mais ermo do país, outra, em escolas públicas de Santa Catarina. Ambas revelam a coragem e a criatividade de duas jovens palhaças que se jogaram sem medo na difícil tarefa da experimentação.

A Revista será lançada no dia 30 de julho, às 20h, na temporada do espetáculo In ConSerto, do Teatro de Anônimo, no Teatro do Jockey – Gávea, e pode ser adquirida também pelo site do Teatro de Anônimo, idealizador e realizador do Anjos do Picadeiro:http://www.teatrodeanonimo.com.br/

Serviço:
Revista Anjos do Picadeiro 2009/2010
Páginas: 100
Valor: R$ 20,00
Edição do Teatro de Anônimo

Lançamento:
Dia 30 de julho, 20h
Teatro do Jockey – Mario Ribeiro, 410 – Gávea (Fone: 2540-9853).

Lista de textos e autores publicados nesta edição
Artigos

Uma comicidade latino-americana? André Carreira
Repetir, repetir, até ser diferente Erminia Silva
Ensaio sobre o vigor do palhaço Juliana Leal Dorneles
No me toque las narizes: Socorro! Não às pedagogias opressoras com nariz vermelho!Lau Santos e Fabiana Lazzari
O palhaço arruaceiro no Brasil Diego Baffi
O drama do circo-teatro em Sorocaba: o encontro de memes ou o meme do encontro? Guilherme Martellini Altmayer
O processo criativo do ator para espetáculos de stand up comedy com personagem no Teatro de quinta Malcon Bauer
Duas experiências no coração do palhaço
Juju e Rorô ‒ improvisação em cena: questões sobre a relação entre palhaço e público Caroline Holanda
Uma palhaça entre mundos miúdos Genifer Gerhardt Dimpério

 

O Palco, a Rua e o Olho da Câmera

Por Karlo Kardozo    Ter, 06 de Julho de 2010 20:14 – Para Lau Santos

Caminhava pelos inícios dos noventa quando encontrei numa esquina do Theatro o velho cigano Lau. Trazia no bisaco algumas máscaras, uma lona de circo, três ou quatro pantomimas e um punhado de idéias malucas. E eu, que procurava rumo e não prumo, me ajuntei na munganga e saímos por aí em estripulias.

Neo-bufões pós-tudo a entremear movimentos pela cidade. E dizíamos ir mais além. Um movimento para mudar as cores da bandeira, inverter hinos e quem sabe derrubar a coroa de reis e rainhas. Durou pouco porém o arrufo. Alguns engradados de cerveja. E mais algumas, em festas inventadas ou invadidas apoteoticamente na madrugada. E já lá ele se foi, como se veio. Lau-Nau, ciganando de cidade em cidade, semeando e se irmanando com outras gentes e lugares.

Quase duas décadas se passaram. Marés e luas se alternaram lavando memórias e iluminando lembranças. As cidades estreitaram as calçadas e ampliaram as avenidas. Substituindo o paralelepípedo e o concreto pelo silício. As janelas se fechavam a cada nova tela que se abria e as cadeiras da calçada diante delas se postavam. Conectaram-se distâncias. E o tempo se acumulou sobrepondo-se em pilhas. Tempos de antanho sendo num mesmo tempo do pós-nós-todos, um espraiar amalgamado de todas as eras, sem que nada estivesse verdadeiramente no hoje. E eis que num é que de repente vejo pela minha tela-janela um aceno cigano do velho camarada Lau. Não tinha ouro no dente, mas platina na perna e os cabelos já prateando. Dizia ter perdido as máscaras e a lona, mas guardava no bisaco ainda um punhado de idéias malucas. Acenei-lhe de volta lembrando-lhe as cervejas guardadas. Espólio de alguma festa saqueada e que foram esquecidas na geladeira. Dito a senha, rompeu-se a tela e o que era memória se fez presença.

Andava eu, por essa época, entretido com uma vadia. Intervinhamos nos fluxos urbanos, experimentando as tramas da rede, virando latas e copos. Planejávamos rever a vida, desencubar novas crias. Arregimentar noiados para nomadiar entre as tribos da cidade. Desvelávamos esquinas sombrias, casas abandonadas, e impúnhamos outros usos às calçadas estreitas das ruas. Junto aos Pãndegos que integravam nosso bando, desassossegávamos os tempos e os lugares e acumulávamos os despojos em territórios errantes, lugares de tempos breves que logo depois de sidos desaparecem reinventando-se em outras acontecências.

Pois foi em meio a esse desprumo que o pirata neocatalão com seu olho mecânico desembarcou novamente por essas paragens. Trouxe apenas meia lembrança daquele tempo para que pudesse redescobrir a outra metade em nossas intermináveis conversas. No outro espaço do seu HD repartido, comprimiam-se mil e uma noites de aventuras e experiências que ele dividia em generosas porções com o bando. Armada a tenda e conectada a rede começamos a tramar takes para a tela. Palco, rua, tela. O corsário pós-dramático, sempre cheio de inquietudes, agora vivia glauberianamente com uma câmera na mão e o bisaco cheio de idéias. E eu como sempre, mais atrás de rumos do que de prumos. Voilá! Estava armado o Set.

Foram uns trinta dias divididos em duas tomadas. A primeira em novembro do ano passado. A segunda, rodamos agora. Não sem antes incendiarmos os bares dos arredores. Viramos noites. Atravessamos dias de sol, chuva e ressacas. Mas ao final, a vadia virou diva da tela e o entregador da lanchonete da vizinhança quer o seu autógrafo. No último dia de sua mais recente estada a pequena Redenção amanheceu com ares de Cinelândia. Palco, rua, tela. Cheio de links e saudades a Nave-Lau partiu do cais 85. Mais um curta na passagem. Na esquina do Boteco da esquina o guardador de carros agita sua flanela como um lenço. Abro uma cerveja, acendo um cigarro e vou rever as últimas tomadas desse longa, que é nossa amizade gravada em alta definição.